Essa é uma pergunta complicada, tenho acompanhado mais casos
de derrame, mas acredito que esse número aumentou pela procura de um
diagnóstico.
Um dos casos que atendi foi uma cachorrinha SRD de 14 anos.
Ela teve o histórico de queda da cama e depois disso várias
alterações neurológicas (andar em círculos, cabeça inclinada, nistagmo). Depois
do episódio, ela ficou internada numa clínica veterinária por alguns dias para
diagnóstico.
Como eu postei anteriormente essa é uma enfermidade que
apresenta dúvida para o clínico geral. A busca de uma resposta para o que estava
acontecendo, fez com que a proprietária procurasse um diferencial. Deste modo
chegou ao meu consultório.
Com histórico, descrição e exame neurológico chegamos à
possível causa. Nesse caso, não fizemos a ressonância magnética, a proprietária
optou por acompanhar a evolução com o tratamento; e se necessário, faria a
ressonância depois. Porém, não foi necessário, com o tratamento e
acompanhamento adequado a paciente teve uma melhora progressiva.
Após aproximadamente 30 dias ela já estava melhor, sem as
alterações neurológicas.
Uma observação importante é que esta paciente era cardíaca, deste
modo foi encaminhada para uma cardiologista veterinária para melhor tratamento,
e também para que não ocorram outros incidentes.